Alguém já reparou na enorme quantidade de tarefas que uma pessoa urbana tem no seu dia-dia?
Acho que a maioria da massa pensante de uma megacidade nunca parou pra pensar nisso, pelo simples fato de estamos inclusos nesse mesmo sistema de obrigações e tarefas.
Acordar e desejar um bom dia para todos que trabalham com você se tornou algo tão automático que passamos até esquecer o real significado da palavra bom dia. As vezes nem conhecemos o nome do indivíduo e já estamos soltando a famosa frase que se tornou um sinal de boa educação, mas muitos já estão cansados de repeti-la, então para inovar, dizem algo para resumir a obrigação como um "opa", ou até mesmo um leve cumprimentar de cabeças, que seria o ato em balançar a cachola para baixo e voltar para sua posição inicial. Isso já é o suficiente para sabermos que estamos sendo notados pelo nosso colega sem nome. Numa segunda-feira, onde todo mundo esta emburrado por ter que acordar cedo por mais 4 dias da semana, é super normal passarmos por essa experiência.
7:30! Hora de trabalhar e esquecer de todos os nossos problemas da vida pessoal. Esquecer que no final de semana brigamos com a namorada, arrumamos briga no bar, estamos no vermelho e formos sacaneados de novo pela corja que habita o planalto central. Parece impossível? Lógico que sim. Então a maioria dos nossos colegas preferem se alienar com as partidas de futebol, novelas, BBB´s ou então programas sensacionalistas. Agora alguém aí sabe porque? Acho que sabemos sim. É muito mais fácil desenvolvermos o habito da aceitação do que nos revoltarmos e procurar mudar as nossas vidas. É muito trabalhoso. Então perdemos nosso tempo discutindo besteiras ao invés de desenvolver conversas que nos levem para algum lugar, como exigir uma lei que nos faça trabalhar apenas 6 horas por dia, ou criar uma campanha para diminuir o maldito imposto que o governo insisti em adicionar na gasolina.
Ridículo é rir de tudo isso! Não podemos fraquejar e chorar também. Mas podemos fazer do riso inútil, a uma pegadinha que se passou num programa de TV, algo mais lucrativo. Como fazer ironias ao que se passa na política, sem perder o senso de indignação.
Rimos para não termos que cair em depressão, por ter que trabalhar 8 horas, sendo que a metade dessas horas, serão para bancar representantes inúteis e ineficientes que só pensam no seu próprio bem. Exemplos disso temos de monte. Como a audácia deles em reivindicar as
passagens aéreas para familiares e militantes do partido, ou seja, todo mundo.
Muitos de nós usamos a risada para fugir do desespero, mas também existem outros modos de fugir da realidade, como nos transformamos em escravos do trabalho ou escravos das drogas.
Agora pergunto a todos, isso é vida!?!?!?
Temos que acordar e parar de discutir se o Ronaldo está gordo ou não. Parar de viver televisão e tentar fazer história.
A rotina e a televisão nos deixam cegos e inconscientes, mas se procurarmos a leitura e o senso crítico, poderemos nos salvar dessa prisão que tanto nos tortura.
Mas e o coringão? Será que ganha do Santos?
Ass: Rato
domingo, 26 de abril de 2009
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Rotina querida que deus a tenha. Um dia ela já até me serviu de poesia hoje vejo nela algo obrigatório em nossas vidas, não curtimos ela mas ela entra na vida da gente e não resolve sair tão cedo. Conviver com ela é um habito que temos que criar e apartir disso criar meios para mudar um pouco. Quanto a tv? bom ela só complementa aquilo que a rotina as vezes está cansada de fazer. E o curintia ah foi um show de bola!
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